segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vontades

Vontades que vêem do nada!?!
As vontades surgem, mas, ninguém falece de vontade...
Eu não estou habituada a passar vontade, pois, prefiro satisfazer as minhas vontades.
Hoje, eu acordei com vontade de enviar alguns seres humanos, para algum lugar profundo e distante, rs.
A sensação de conforto é imensa, quando eu cantarolo determinados impropérios esdrúxulos...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mau humor

Honestamente, me escondo dentro do meu quarto e me dedico exclusivamente às minhas atividades fúteis, mas a ironia do meu momento é que eu não preciso de um tempo sozinha... Adoro ter vida social intensa e mexer o esqueleto!
Nesta semana,uma amiga teceu o "comentário" - Você está morando na selva, precisa voltar para a civilização.
Então,eu percebi que as minhas amigas recusam meus convites (delicadamente),esquivando-se de visitar a minha casa,por eu morar no campo, em contato com a natureza.
Porém, tem dias que,por mais que eu encare a realidade com esperança,por mais que eu tente expor alguns sentimentos enlatados e algumas opiniões superficiais (evitando constrangimentos), eu simplesmente não consigo.
AS sentenças soam incoerentes,tolas,descabidas...Eu deveria me resignar ao silêncio... Mas... Eu insisto em dizer o que não é necessário ser dito. Persisto em evidenciar o sentimento de insuficiência e mediocridade que me perseguem nos últimos tempos...
Cada dia torna-se mais pesado,sinto-me presa dentro dos limites que eu demarquei,aprisionada em um corpo que desgosto por sua constante carência... Desprovida de talentos, sem convicções, sem ideias decentes,sem objetivos concretos e possíveis, sem reais interesses,sem nada para acrescentar.
Não existe nenhum bloqueio que impede a expressão do que eu tenha de bom...Pois, eu simplesmente não possuo atributos bons.
Sou apenas um ser humano comum, descartável... Que vêem empurrando literalmente a vida com a barriga,aceitando a indiferença como caracteristica minha para usar como desculpas para qualquer falta de reação.Não sou boa em absolutamente nada,e não tenho a decência de ser ruim.
Eu sinto uma lacuna.Dizem que o tempo cura essa sensação,mas eu não consigo sucumbir a está noção simplista.Todo mundo fala o que quer,mas nada é tão simples...Não estou nesta posição porque decidi não me envolver na atmosfera de quem eterniza sentimentos efémeros e olha para o outro lado quando a paisagem não é agradável.
Conselhos de seres humanos cara de pau que não encontraram a trilha que gostariam de ter percorrido,vão entrar por um ouvido e sair pelo outro.Pois, eu não encontrei e não vou simular satisfação e felicidade incondicional.Eu me sinto perdida.
Eu não consigo dissimular um interesse o qual é desinteressante... Não consigo ser simpática quando pretendo vomitar...Meus limites foram instaurados e para ultrapassá-los não pretendo construir absolutamente nada em cima das expectativas alheias.
A tpm(mau humor,aff) não permite que um sentimento de estúpida esperança aflore para preencher esse vácuo.Mas, eu constatei que a frustração de morar na selva é sem propósito,e eu necessitava manifestar minha indignação neste dia decadente e ocioso.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Anti-social

Quando eu permito que algum ser humano invada a minha rotina e se instale na minha vida, é porque eu notei alguma espécie de identificação com esse ser humano. Tendo assim uma companhia agradável. Respeito é essencial para convivência civilizada, afeto pode ser ótimo, mas a identificação pessoal é fundamental para um relacionamento que não seja absolutamente superficial, ou seja, é primordial a identificação pessoal para constituir uma real amizade. Identificação não significa sósias minhas perambulando pelos corredores da minha vida, o plagio não é criativo. Eu falo da ínfima linha que liga dois seres humanos de uma forma que a comunicação, sem nenhum empenho de nenhuma das partes, seja uma inevitável e natural conseqüência.
Eu não tenho mais a paciência para simular uma nobreza que nunca existiu e jamais existirá em mim. Sou o oposto de nobre! Não sou política. Não suporto falsidade e seres humanos mesquinhos, modelinhos interesseiros. Então, desisti de determinados seres humanos que, há tanto tempo, se transformaram em outros, nem agradáveis nem desagradáveis, mas com quem a comunicação tornou-se, também, forçada, repetitiva, cheia de lacunas preenchidas unicamente por um silêncio constrangedor. Desisto deles sem nenhum remorso. Pois se perdeu a identificação pessoal. Eu prefiro me abster da companhia presunçosa de seres humanos recheados de falsidade, interesseiros e confeitados de hipocrisia. Sou anti-social e me contento com minhas limitações sociais.

Dias ociosos

Eu vou falar de dias cada vez mais insípidos que preenchem os meus dias, os quais, eu ouso denominar de vida. Dos dias em que me esparramo na cama (mas sempre aparece alguém para perturbar meu relaxamento). Daqueles dias em que nenhum assunto fica muito tempo na minha mente. Desses dias de conversas jogadas fora com os mesmos seres humanos, sobre os mesmos tópicos de sempre ou simplesmente sem tópicos. Dias de suspiros longos, de pensamentos trágicos e efêmeros. Dias com leituras arrastadas de livros que não prendem a minha atenção, e releituras de clichês, adoráveis. Dias de profunda conformidade. Dias de desconcertante ousadia que desenrola a minha língua em momentos inapropriados. Desses dias em que mal saio de casa. Quando saio, é para elaborar qualquer comentário (critica difamatória) sobre o comportamento humano, repetitivo e monótono. Dias cheios de intenções que acabam em constatações ingênuas de que o que vale é a intenção, não a ação em si. Dias de desistência e insistência, e apatia nos intervalos. Dias de não chegar a nenhuma conclusão exceto a imutável idéia de que não deveríamos sequer ter iniciado a ladainha de quem não quer encarar a realidade. Dias que começam e terminam com as conhecidas sensações de vazio, inutilidade e mediocridade. Dias que passam em branco, absolutamente desperdiçados, e sequer há uma inconformidade para contar história sobre eles. São apenas dias que se acumulam em cima de mais outros tantos dias, cheios de ironia. Dias que tenta arrancar de mim alguma reação. Mas... Não conseguem. Eu sei que devo usar meu tempo ocioso para propósitos mais úteis, para tentar ser um ser humano melhor e todas essas razões que falam por aí... Mas... Sinceramente... Eu não me importo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Adoro bags

Existem seres humanos que insistem em nos rodear, para escarafunchar a vida alheia, procurando saber os detalhes sórdidos do nosso dia a dia, no intuito de enfiar a faca na ferida e torcer... Exercitando-se com filosofia barata... Tipo assim... “Fala que eu te escuto/amigo é pra essas coisas/encosta sua cabecinha no meu ombro e chora” e assim seguem-se as lamurias.

Eu parei de beber, não uso drogas... Então... Faço de conta que não é comigo (quando estou de bom humor), e afirmo com inexpressão característica (cara de paisagem rural) que não estou entendendo nada, de verdade. Procuro usar o banheiro e me escondo. Pois a última coisa que se deseja para um dia ocioso é esse tipinho de ser humano tentando forçar o tal do companheirismo pela sua garganta inflamada, falando impropérios que não precisam ser proferidos, mas que são afirmados e reafirmados de qualquer maneira, em frases feitas e cheias de hipocrisia. Isto sem contar os conselhos tão inúteis quanto fúteis e o compartilhar desconcertante e também desagradável de problemas “semelhantes” e penosos...

A última coisa que se deseja e se tolera é esse tipinho, prefiro passar meus dias em melhor companhia, ou seja, a minha mesma (entendo perfeitamente o significado de; - antes só do que mal acompanhada), as mesmas pesquisas na net, os mesmos sabores de granola e uma porção de trequinhos fúteis que me auxiliam no meu pronto restabelecimento! Pode ser uma replica da Dolce&Gabbana ou da Miu Miu handbags !