domingo, 3 de janeiro de 2010

Anti-social

Quando eu permito que algum ser humano invada a minha rotina e se instale na minha vida, é porque eu notei alguma espécie de identificação com esse ser humano. Tendo assim uma companhia agradável. Respeito é essencial para convivência civilizada, afeto pode ser ótimo, mas a identificação pessoal é fundamental para um relacionamento que não seja absolutamente superficial, ou seja, é primordial a identificação pessoal para constituir uma real amizade. Identificação não significa sósias minhas perambulando pelos corredores da minha vida, o plagio não é criativo. Eu falo da ínfima linha que liga dois seres humanos de uma forma que a comunicação, sem nenhum empenho de nenhuma das partes, seja uma inevitável e natural conseqüência.
Eu não tenho mais a paciência para simular uma nobreza que nunca existiu e jamais existirá em mim. Sou o oposto de nobre! Não sou política. Não suporto falsidade e seres humanos mesquinhos, modelinhos interesseiros. Então, desisti de determinados seres humanos que, há tanto tempo, se transformaram em outros, nem agradáveis nem desagradáveis, mas com quem a comunicação tornou-se, também, forçada, repetitiva, cheia de lacunas preenchidas unicamente por um silêncio constrangedor. Desisto deles sem nenhum remorso. Pois se perdeu a identificação pessoal. Eu prefiro me abster da companhia presunçosa de seres humanos recheados de falsidade, interesseiros e confeitados de hipocrisia. Sou anti-social e me contento com minhas limitações sociais.

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