domingo, 3 de janeiro de 2010

Dias ociosos

Eu vou falar de dias cada vez mais insípidos que preenchem os meus dias, os quais, eu ouso denominar de vida. Dos dias em que me esparramo na cama (mas sempre aparece alguém para perturbar meu relaxamento). Daqueles dias em que nenhum assunto fica muito tempo na minha mente. Desses dias de conversas jogadas fora com os mesmos seres humanos, sobre os mesmos tópicos de sempre ou simplesmente sem tópicos. Dias de suspiros longos, de pensamentos trágicos e efêmeros. Dias com leituras arrastadas de livros que não prendem a minha atenção, e releituras de clichês, adoráveis. Dias de profunda conformidade. Dias de desconcertante ousadia que desenrola a minha língua em momentos inapropriados. Desses dias em que mal saio de casa. Quando saio, é para elaborar qualquer comentário (critica difamatória) sobre o comportamento humano, repetitivo e monótono. Dias cheios de intenções que acabam em constatações ingênuas de que o que vale é a intenção, não a ação em si. Dias de desistência e insistência, e apatia nos intervalos. Dias de não chegar a nenhuma conclusão exceto a imutável idéia de que não deveríamos sequer ter iniciado a ladainha de quem não quer encarar a realidade. Dias que começam e terminam com as conhecidas sensações de vazio, inutilidade e mediocridade. Dias que passam em branco, absolutamente desperdiçados, e sequer há uma inconformidade para contar história sobre eles. São apenas dias que se acumulam em cima de mais outros tantos dias, cheios de ironia. Dias que tenta arrancar de mim alguma reação. Mas... Não conseguem. Eu sei que devo usar meu tempo ocioso para propósitos mais úteis, para tentar ser um ser humano melhor e todas essas razões que falam por aí... Mas... Sinceramente... Eu não me importo.

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