domingo, 2 de outubro de 2011

Pensamento funesto

Quando se reconhece a deplorável insatisfação humana arraigada pela sensação tardia de derrota, torna-se necessário pensar com clareza nas opções referentes ao desligamento humano.

Qual a utilidade em prestar condolências ao falecido?

Principalmente se o ser humano não for ligado a ceitas, rituais, religiosidade...

Porque que aumentar a dor e as despesas com cerimonias?

Casamento está na lista, para que tanta volúpia em uma festa tosca (essa parte fica para uma discussão posterior)...

Velório, flores, missas, velas, orações, enterros suntuosos!

Eu irei comparecer ao meu saimento de corpo presente por total falta de opção!

Não tenho disponibilidade psicológica para acompanhar nenhum sepultamento... Não é por falta de sentimentos é por excesso de sentimentos.

A dedicação aos seres queridos e todas as homenagens devem ocorrer em vida e não depois quando não se pode desfrutar das delicias da vida.

Eu prefiro um passa fora bem rápido, o mais simplório possível e bem pessoal (eu e o funcionário encarregado pela minha desova está perfeito) sem testemunhas.

Não quero que meus rebentos e a minha progenitora, me vejam embalsamada.

Prefiro receber todas as demonstrações de carinho e ou de amizade enquanto eu possa compreender o significado e retribuir cada gesto!

Sem drama por gentileza...

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